Doenças neuroinvasivas por arbovírus no Rio Grande do Norte

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Palavras-chave

Infecções por arbovírus
Vigilância epidemiológica
Manifestações neurológicas
Investigação epidemiológica
Diagnóstico laboratorial

Resumo

Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e laboratorial dos casos notificados de doenças neuroinvasivas por arbovírus no estado do Rio Grande do Norte, evidenciando a elevada heterogeneidade etiológica e os desafios quanto à complexidade diagnóstica dos quadros. Método: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com base em dados secundários provenientes de sistemas de vigilância. Foram analisadas variáveis clínicas e laboratoriais, com foco na positividade por tipo de amostra, técnica diagnóstica e agente etiológico. Resultados: Verificou-se aumento nas notificações em 2025, com maior incidência entre menores de 15 anos e adultos jovens. As manifestações clínicas incluíram sinais neurológicos e sistêmicos. No campo laboratorial, observou-se uma elevada heterogeneidade etiológica, com destaque para arbovírus urbanos como Dengue e Chikungunya, além da presença marcante de vírus como Herpes Vírus e Citomegalovírus, inclusive em crianças menores de 15 anos. Conclusão: A diversidade dos agentes detectados evidencia a circulação simultânea de arbovírus, vírus respiratórios e outros vírus neurotrópicos. Tais achados reforçam a necessidade de ampliar os painéis diagnósticos, padronizar os fluxos de vigilância e adotar estratégias interdisciplinares para investigação e encerramento dos casos de doença neuroinvasiva por arbovírus.

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