VER-SUS em terras potiguares

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Palavras-chave

Equidade
Desigualdades em Saúde
Sistema Único de Saúde
Política de Saúde
Colaboração Intersetorial

Resumo

O presente artigo tem por objetivo apresentar as vivências do VER-SUS Equidade, na cidade de Natal/RN, a partir do olhar de facilitadoras do projeto. As vivências envolveram o grupo indígena Warao, a comunidade Mendonça do Amarelão, o Museu Câmara Cascudo, o Ambulatório Transexual e Travesti (Ambulatório TT) e o Centro de Referência da Mulher Elizabeth Nasser (CREN). Nas vivências envolvendo os povos originários (grupo indígena Warao, comunidade Mendonça do Amarelão e Museu Câmara Cascudo), percebeu-se a necessidade de uma compreensão crítica sobre a história dessa população, reflexões sobre os efeitos da colonização na construção das desigualdades atuais e construção de políticas públicas que respeitem a diversidade cultural, territorial e as especificidades das populações indígenas. O Ambulatório TT, uma conquista, aponta para a importância dos movimentos sociais para a garantia de direitos da população LGBTQIAPN+, mas também para iniquidades sofridas por pessoas trans e travestis, como o acesso aos serviços, as barreiras para inserção no mercado de trabalho, o respeito ao nome social e o cuidado em saúde mental. No CREN, a experiência permitiu refletir sobre as interfaces entre saúde, direitos e justiça social, além de destacar a importância de uma formação profissional sensível às múltiplas expressões da violência contra a mulher e à construção de redes de cuidado intersetoriais. A partir das vivências proporcionadas pelo VER-SUS Equidade, reafirmou-se o papel transformador da formação em saúde pautada pela integração entre ensino, serviço e comunidade, ampliando a consciência crítica e sanitária dos estudantes e fortalecendo seu compromisso ético-político com a transformação social.

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