Importância do Nasf para o enfrentamento da pandemia pelo novo coronavírus na Atenção Básica
PDF

Palavras-chave

Atenção Primária à Saúde
Estratégia Saúde da Família
Política de Saúde
COVID-19
Necessidades e Demandas de Serviços de Saúde
Saúde Pública

Resumo

A partir do novo modelo de financiamento de custeio da APS em 2019, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família teve seus instrumentos normativos revogados, interrompendo novos credenciamentos e desobrigando os municípios a manterem suas equipes. No município de Jardim de Piranhas, localizado no estado do Rio Grande do Norte, o Nasf foi dissolvido e seus profissionais foram separados e inseridos em cada Unidade Básica de Saúde, permanecendo como Equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Primária. Com a pandemia pelo novo coronavírus, a Atenção Básica deveria novamente se organizar. Nesta perspectiva, o presente estudo buscou relatar a experiência e importância de uma equipe Nasf nas ações da AB para o enfrentamento da pandemia, a partir das informações coletadas através dos livros atas, registros e anotações disponíveis nas UBS, e principalmente do diário do campo reflexivo. A atuação de uma equipe seguindo as diretrizes da política Nasf, foi essencial para a implementação e efetivação de propostas de fortalecimento dos serviços e de reorientação do processo de trabalho nas UBS, desenvolvendo uma atenção de qualidade pautada no trabalho compartilhado e colaborativo, na cogestão do cuidado, na educação permanente, na inovação em saúde através de tecnologias da informação e comunicação, colocando sempre os usuários, famílias e comunidades na centralidade do cuidado em saúde. Evidenciou-se a importância do Nasf para uma AB bem estruturada e fortalecida, pois aumenta seu potencial de enfrentamento e resistência frente aos diversos desafios sanitários, incluindo os de proporções globais como o causado pela COVID-19.

PDF
Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2023 Revista Diálogos em Saúde Pública