Gestão de Programas de Residências em Saúde no Rio Grande do Norte

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Palavras-chave

Educação permanente em saúde
Gestão de programas de residências em saúde

Resumo

Introdução: Os programas de residência em saúde no Brasil desempenham um papel estratégico na formação de profissionais capacitados para atender às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino, serviço e comunidade. Objetivos: Relatar a experiência sobre os processos administrativos envolvidos na gestão dos programas de residência em saúde de um município no estado do Rio Grande do Norte. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, por meio de microintervenções pedagógicas realizadas em 2024. Foram identificados avanços, impasses e dificuldades, incluindo carências estruturais, resistência à interprofissionalidade, além de desafios na saúde mental e na atenção à população LGBTQIA+. Resultados: As microintervenções evidenciaram demandas como o aprimoramento dos fluxos entre atenção básica e especializada, a integração das práticas de saúde mental e o fortalecimento do controle social. Destacaram-se boas práticas, como a implantação do prontuário eletrônico e a atuação da Comissão de Residências Multiprofissionais (COREMU) para o alinhamento das ações. A construção de um coletivo de Educação Permanente e a elaboração de uma minuta para a Política Municipal de Educação Permanente em Saúde foram iniciativas-chave para enfrentar esses desafios. Conclusão: Conclui-se que, apesar dos desafios, os programas de residência têm um grande potencial transformador no contexto das Unidades Básicas de Saúde, desde que sejam sustentados por uma gestão participativa, infraestrutura adequada e o compromisso dos atores envolvidos. A implementação efetiva das diretrizes do SUS e o incentivo a inovações pedagógicas e sociais podem promover avanços significativos na qualidade da atenção à saúde.

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