Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS <p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Revista Diálogos em Saúde Pública</strong> (RDSP), ISSN 2965-0518, é a Revista da <strong>Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte</strong>, que tem por finalidade a publicação de artigos em Saúde Pública e em Educação nas áreas de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS). </span></p> pt-BR <p><span style="font-weight: 400;">A RDSP adota a licença </span><em><span style="font-weight: 400;">Creative Commons </span></em><span style="font-weight: 400;">(CC) do tipo Atribuição - Compartilhaigual</span> <span style="font-weight: 400;">(BY-SA)</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A licença</span><span style="font-weight: 400;"> permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao publicar o artigo na RDSP, o autor cede e transfere para a ESPRN os direitos autorais patrimoniais referentes ao artigo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O artigo publicado na RDSP não poderá ser divulgado em outro meio sem a devida referência à publicação de origem.</span></p> dialogosesprn@gmail.com (Núcleo de Inovação, Pesquisa e Extensão - NIPE ESPRN ) dialogosesprn@gmail.com (José Bernardino de Souza Filho) Mon, 27 Oct 2025 17:01:07 +0000 OJS 3.3.0.13 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Gestão de Programas de Residências em Saúde no Rio Grande do Norte https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/191 <p><strong>Introdução</strong>: Os programas de residência em saúde no Brasil desempenham um papel estratégico na formação de profissionais capacitados para atender às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino, serviço e comunidade. <strong>Objetivos</strong>: Relatar a experiência sobre os processos administrativos envolvidos na gestão dos programas de residência em saúde de um município no estado do Rio Grande do Norte. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de um relato de experiência, por meio de microintervenções pedagógicas realizadas em 2024. Foram identificados avanços, impasses e dificuldades, incluindo carências estruturais, resistência à interprofissionalidade, além de desafios na saúde mental e na atenção à população LGBTQIA+. <strong>Resultados</strong>: As microintervenções evidenciaram demandas como o aprimoramento dos fluxos entre atenção básica e especializada, a integração das práticas de saúde mental e o fortalecimento do controle social. Destacaram-se boas práticas, como a implantação do prontuário eletrônico e a atuação da Comissão de Residências Multiprofissionais (COREMU<strong>)</strong> para o alinhamento das ações. A construção de um coletivo de Educação Permanente e a elaboração de uma minuta para a Política Municipal de Educação Permanente em Saúde foram iniciativas-chave para enfrentar esses desafios. <strong>Conclusão</strong>: Conclui-se que, apesar dos desafios, os programas de residência têm um grande potencial transformador no contexto das Unidades Básicas de Saúde, desde que sejam sustentados por uma gestão participativa, infraestrutura adequada e o compromisso dos atores envolvidos. A implementação efetiva das diretrizes do <strong>SUS</strong> e o incentivo a inovações pedagógicas e sociais podem promover avanços significativos na qualidade da atenção à saúde.</p> Herika Davi, Emanuela Freire Caetano Davi Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/191 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000 Desafios para a Educação Permanente em Saúde https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/201 <p>Introdução: A educação permanente em saúde constitui uma estratégia essencial para transformar práticas profissionais e fortalecer a integração entre ensino e serviço, especialmente no contexto das residências multiprofissionais em saúde. &nbsp;Este trabalho tem como objetivo relatar uma ação educativa promovida com residentes multiprofissionais em saúde, destacando sua contribuição para a identificação e superação de desafios no cotidiano profissional. Método: Relato de experiência vivenciado por especializando da pós graduação em gestão de programas de residências em saúde com alunos de uma Residência Multiprofissional em Saúde a partir da promoção de uma ação para levantamento dos desafios identificados no cotidiano do trabalho no programa de residência no estado do Rio Grande do Norte. Resultados: A ação promoveu a reflexão crítica sobre o trabalho do residente no dia a dia, identificando as principais necessidades de saúde da população, território, concepções de saúde e doença, trazendo com grande significância o desafio do cuidado em saúde mental, às populações vulneráveis e o acompanhamento dos usuários e família em busca do desenvolvimento de projeto terapêutico singular e um olhar integral para o indivíduo.&nbsp; Conclusão: A execução desta ação proporcionou a reflexão do grupo de residentes sobre a sua prática, identificando os desafios que existem e que podem ser trabalhados à luz da educação permanente em saúde fomentando reflexões sobre as práticas cotidianas, a superação de desafios e a troca de experiências interprofissionais, contribuindo para a qualificação da assistência prestada e a formação de residentes.</p> Natália Amorim Ramos Félix, Ana Beatriz Moraes de Freitas Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/201 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000 O Planejamento Estratégico Situacional como ferramenta de gestão nos cursos de Residência em Saúde https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/194 <p><strong>Introdução:</strong> O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é uma ferramenta utilizada para gestão em diversos setores, possuindo boa aplicabilidade. Os Programas de Residências em Saúde é uma modalidade de especialização importante para a formação no SUS, para o seu funcionamento é necessário planejamento que contemple a resolução dos problemas que vão surgindo no processo de formação. <strong>Objetivos:</strong> Apresentar um relato de experiência sobre o uso do Planejamento, como ferramenta de gestão em Programas de Residência em Saúde. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um Relato de Experiência de caráter qualitativo e exploratório de atividades chamadas de Microintervenção, propostas como atividades de um curso de Especialização. O grupo de cinco alunos formou um coletivo com outros representantes de residências para desenvolverem algumas atividades com base no PES<strong>. Resultados:</strong> O problema elencado como sendo mais importante para o coletivo foi “Dificuldade na integração/comunicação entre os serviços e instituições de ensino”, os nós críticos relacionados a esse problema foram relacionados a incompreensão da gestão dos serviços de saúde e dos preceptores sobre seus papeis dentro do Programa, além da desarticulação que existia entre os serviços e as instituições de ensino<strong>. Conclusão:</strong> O PES mostrou-se eficaz como método de gestão das residências em saúde, pois ajudou a compreender os problemas na visão dos atores, de forma clara e objetiva, apontando os nós críticos que podem ajudar no desenvolvimento dos processos pedagógicos, tomada de decisão, liderança e de gestão que são necessários.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Regilene Alves Portela, Vanessa Dias de Araújo Barrêto, Raquel Sales de Medeiros, Keila Karoline Souza do Nascimento, Dulcian Medeiros de Sousa, Maura Vanessa Silva Sobreira Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/194 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000 VER-SUS em terras potiguares https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/202 <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar as vivências do VER-SUS Equidade, na cidade de Natal/RN, a partir do olhar de facilitadoras do projeto. As vivências envolveram o grupo indígena Warao, a comunidade Mendonça do Amarelão, o Museu Câmara Cascudo, o Ambulatório Transexual e Travesti (Ambulatório TT) e o Centro de Referência da Mulher Elizabeth Nasser (CREN). Nas vivências envolvendo os povos originários (grupo indígena Warao, comunidade Mendonça do Amarelão e Museu Câmara Cascudo), percebeu-se a necessidade de uma compreensão crítica sobre a história dessa população, reflexões sobre os efeitos da colonização na construção das desigualdades atuais e construção de políticas públicas que respeitem a diversidade cultural, territorial e as especificidades das populações indígenas. O Ambulatório TT, uma conquista, aponta para a importância dos movimentos sociais para a garantia de direitos da população LGBTQIAPN+, mas também para iniquidades sofridas por pessoas trans e travestis, como o acesso aos serviços, as barreiras para inserção no mercado de trabalho, o respeito ao nome social e o cuidado em saúde mental. No CREN, a experiência permitiu refletir sobre as interfaces entre saúde, direitos e justiça social, além de destacar a importância de uma formação profissional sensível às múltiplas expressões da violência contra a mulher e à construção de redes de cuidado intersetoriais. A partir das vivências proporcionadas pelo VER-SUS Equidade, reafirmou-se o papel transformador da formação em saúde pautada pela integração entre ensino, serviço e comunidade, ampliando a consciência crítica e sanitária dos estudantes e fortalecendo seu compromisso ético-político com a transformação social.</p> Lavínia Mabel Viana Lopes, Larissa Grace Nogueira Serafim de Melo, Dândara Nayara Azevedo Dantas Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/202 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000 Preceptoria e sua implicação nos processos formativos das residências em saúde https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/197 <p><strong>Introdução:</strong> Trata-se de uma produção decorrente do Programa de Especialização em Gestão de Residências em Saúde, realizada num hospital público do interior do Rio Grande do Norte. <strong>Objetivo:</strong> Relatar a experiência na construção de proposta de intervenção de qualificação da preceptoria nos processos formativos em saúde, especialmente, naqueles relacionados aos Programas de Residência em Saúde. <strong>Metodologia:</strong> A partir da análise situacional decorrente de experiências profissionais anteriores relacionadas à atividade de preceptoria, buscou-se evidenciar as fragilidades nos processos formativos, especialmente, no que tange à preceptoria. Essas percepções foram ampliadas após o início da aplicação das microintervenção, com início a partir do mês de junho de 2024, durando até novembro do mesmo ano, num total de 5 atividades. <strong>Resultados:</strong> As microintervenções permitiram a criação do Coletivo de Educação Permanente que, a partir do Planejamento Estratégico Situacional, possibilitou a identificação dos nós críticos principais relacionados às atividades de preceptoria. Além disso, foram propostas estratégias de fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem relacionadas à Educação Permanente em Saúde, através de colaboração entre os serviços e as Instituições de Ensino Superior. <strong>Considerações finais:</strong> Este texto constata aspectos da formação relacionada aos Programas de Residência em Saúde, especialmente da preceptoria, de modo a estimular subsídios para maior discussão sobre essa modalidade de formação profissional e seu reflexo nos serviços do SUS.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp;Preceptoria; Saúde; Internato e Residência; Educação Continuada.</p> Vanessa Dias de Araújo Barrêto Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/197 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000 VER-SUS https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/219 <p>Entrevista com a Subcoordenadora de Gestão da Educação na Saúde da SESAP, Ranielly Santos, sobre as vivências do VER-SUS 2025. O projeto mobiliza estudantes de diversas regiões do Rio Grande do Norte, aproximando-os da realidade cotidiana dos serviços e fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade. </p> Ananda Braga Figueiredo Câmara Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/219 Mon, 15 Dec 2025 00:00:00 +0000 Doenças neuroinvasivas por arbovírus no Rio Grande do Norte https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/203 <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Descrever o perfil epidemiológico e laboratorial dos casos notificados de doenças neuroinvasivas por arbovírus no estado do Rio Grande do Norte, evidenciando a elevada heterogeneidade etiológica e os desafios quanto à complexidade diagnóstica dos quadros. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com base em dados secundários provenientes de sistemas de vigilância. Foram analisadas variáveis clínicas e laboratoriais, com foco na positividade por tipo de amostra, técnica diagnóstica e agente etiológico. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">Verificou-se aumento nas notificações em 2025, com maior incidência entre menores de 15 anos e adultos jovens. As manifestações clínicas incluíram sinais neurológicos e sistêmicos. No campo laboratorial, observou-se uma elevada heterogeneidade etiológica, com destaque para arbovírus urbanos como Dengue e Chikungunya, além da presença marcante de vírus como Herpes Vírus e Citomegalovírus, inclusive em crianças menores de 15 anos. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">A diversidade dos agentes detectados evidencia a circulação simultânea de arbovírus, vírus respiratórios e outros vírus neurotrópicos. Tais achados reforçam a necessidade de ampliar os painéis diagnósticos, padronizar os fluxos de vigilância e adotar estratégias interdisciplinares para investigação e encerramento dos casos de doença neuroinvasiva por arbovírus.</span></p> Maiara da Silva Carvalho, Jadson Raphael Silva de Araújo, Cintia Higashi, Raíssa Emanuely Costa Cândido Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/203 Wed, 26 Nov 2025 00:00:00 +0000 Educação Permanente em Saúde https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/214 <p>Nesta edição da revista, convidamos nossos leitores a refletirem sobre um tema central para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde: a Educação Permanente em Saúde. Em um cenário de constantes transformações sociais, tecnológicas e epidemiológicas, o aprendizado contínuo é indispensável para a qualificação das ações e serviços, bem como para o empoderamento dos trabalhadores e a ampliação da cidadania em saúde.</p> <p>Os trabalhos apresentados nesta edição trazem diferentes perspectivas sobre essa temática, abordando tópicos diversos, como: a preceptoria em saúde, que atribui ao preceptor o papel de mediador do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento técnico, ético e político dos futuros profissionais no âmbito dos estágios, das residências e da atenção básica; os programas de residência, que proporcionam vivências interdisciplinares, fortalecem a atuação multiprofissional e promovem a construção de práticas inovadoras no cuidado, na gestão e na educação em saúde; e iniciativas como o programa Vivências e Estágios na Realidade do SUS – VER-SUS Potiguar, que reafirma o compromisso com a formação crítica e humanizada de estudantes e profissionais, ao possibilitar a imersão direta nas realidades locais, estimulando um olhar sensível sobre o território e fortalecendo valores como solidariedade, trabalho em equipe e compromisso com a defesa do SUS.</p> <p>Apesar das experiências exitosas e dos caminhos já construídos, ainda é necessário planejar ações para contornar os desafios constantemente impostos ao desenvolvimento da educação permanente no SUS — entre eles, o financiamento insuficiente, a fragmentação das políticas de formação, a sobrecarga de trabalho das equipes e a necessidade de reconhecimento institucional das práticas educativas. Superar esses desafios exige compromisso político, gestão participativa e, sobretudo, a compreensão de que a educação permanente não é um evento, mas um processo contínuo, coletivo e transformador.</p> <p>Dessa maneira, a equipe da Revista Diálogos em Saúde Pública, reafirma sua missão de contribuir para a construção, o debate e a disseminação do conhecimento comprometido com a equidade, a integralidade e a defesa do SUS. Que esta edição possa inspirar novos caminhos e fortalecer os laços entre ensino, pesquisa, gestão e prática.</p> <p>Desejamos uma ótima leitura a todos!</p> <p>&nbsp;</p> <p>Lucas Luz<br>Editor Científico</p> Lucas Luz Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/214 Mon, 27 Oct 2025 00:00:00 +0000