Revista Diálogos em Saúde Pública
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<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Revista Diálogos em Saúde Pública</strong> (RDSP), ISSN 2965-0518, é a Revista da <strong>Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte</strong>, que tem por finalidade a publicação de artigos em Saúde Pública e em Educação nas áreas de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS). </span></p>Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte - ESPRNpt-BRRevista Diálogos em Saúde Pública2965-0518<p><span style="font-weight: 400;">A RDSP adota a licença </span><em><span style="font-weight: 400;">Creative Commons </span></em><span style="font-weight: 400;">(CC) do tipo Atribuição - Compartilhaigual</span> <span style="font-weight: 400;">(BY-SA)</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A licença</span><span style="font-weight: 400;"> permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao publicar o artigo na RDSP, o autor cede e transfere para a ESPRN os direitos autorais patrimoniais referentes ao artigo.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O artigo publicado na RDSP não poderá ser divulgado em outro meio sem a devida referência à publicação de origem.</span></p>Reconfigurações institucionais na educação técnica em saúde: transformações nas escolas técnicas do SUS e seus impactos no Rio Grande do Norte
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<p><span style="font-weight: 400;">A educação técnica em saúde constitui um elemento estratégico para a consolidação do Sistema Único de Saúde, especialmente no que se refere à qualificação dos trabalhadores de nível médio. Nesse contexto, as Escolas Técnicas do SUS e centros formadores desempenham papel fundamental na formação profissional e na organização do trabalho em saúde. O estudo tem como objetivo analisar as políticas de educação técnica em saúde, com foco nas reconfigurações institucionais dessas escolas, a partir de um recorte no estado do Rio Grande do Norte. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, associada à análise documental de políticas públicas, normativas institucionais e produções acadêmicas sobre o tema. Os resultados evidenciam que as transformações nas políticas de formação em saúde, especialmente a partir da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, têm promovido mudanças significativas na organização e no funcionamento das instituições formadoras. Destaca-se, no contexto do Rio Grande do Norte, a reconfiguração do Centro de Formação de Pessoal para os Serviços de Saúde para a Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte, refletindo a ampliação das ações formativas e a incorporação de cursos de pós-graduação. Conclui-se que essas reconfigurações contribuíram para a qualificação da força de trabalho e para a melhoria da assistência, embora ainda existam muitos desafios relacionados ao financiamento, às desigualdades regionais e à consolidação das políticas públicas, apresentando-se como limites estruturais na implementação de políticas públicas do SUS.</span></p>FRANCISCO MAXWELL CARVALHO DA SILVADaniella Mylena Paiva de Oliveira CostaIlanna Karoline de Andrade Cândido GuedesMarcelo Mafort de OliveiraMaria Carlézia de Carvalho AlvesSheila Saint Clair da Silva Teodosio
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2026-09-142026-09-1451e000227e000227Envelhecimento e renovação da força de trabalho dos servidores estaduais do Rio Grande do Norte: uma análise do Censo dos Servidores Ativos da Secretaria Estadual de Administração (SEAD)
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<p>O envelhecimento da força de trabalho representa um desafio estratégico para a gestão de pessoas no setor público, especialmente quanto à renovação dos quadros funcionais e à preservação do conhecimento institucional. Este estudo analisa o envelhecimento e a renovação dos servidores estaduais do Rio Grande do Norte, com base nos dados do Censo dos Servidores Ativos da Secretaria de Estado da Administração (SEAD). A pesquisa possui abordagem quantitativa e descritiva, utilizando variáveis como idade, gênero, escolaridade, data de admissão e tempo de serviço. Os resultados indicam uma força de trabalho envelhecida, com idade média de 59,7 anos e elevada concentração de servidores próximos da aposentadoria. Observa-se também a necessidade de fortalecer políticas de planejamento da força de trabalho, sucessão institucional e gestão do conhecimento para garantir a continuidade dos serviços públicos.</p>César SebastiãoSarah Juliane Nascimento MarreirosIlana Soares Lamas von Sohsten
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2026-09-292026-09-2951e000233e000233Notificações de agravos relacionados ao trabalho no Sinan: análise do período de 2022 a 2026
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<p><strong>Introdução:</strong><span style="font-weight: 400;"> Os agravos relacionados ao trabalho constituem um problema de saúde pública e representam um dos principais objetos de atuação da Vigilância em Saúde do Trabalhador, contribuindo para o monitoramento das condições de saúde da população economicamente ativa. </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Caracterizar o perfil epidemiológico dos agravos relacionados ao trabalho notificados no estado do Rio Grande do Norte entre 2022 e 2026. </span><strong>Metodologia:</strong><span style="font-weight: 400;"> Estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação registrados entre janeiro de 2022 e maio de 2026. Foram analisadas variáveis referentes ao tipo de agravo, região de saúde, sexo, faixa etária, raça/cor e ocupação, utilizando frequências absolutas e relativas. </span><strong>Resultados:</strong><span style="font-weight: 400;"> Foram identificadas 32.134 notificações no período analisado, com crescimento progressivo entre 2022 e 2025. Os acidentes de trabalho corresponderam ao agravo mais frequente, seguidos pelos acidentes com exposição a material biológico. A maior concentração de notificações ocorreu na Região Metropolitana de Saúde. Observou-se predominância do sexo masculino, maior ocorrência entre trabalhadores de 20 a 49 anos e destaque para técnicos de enfermagem, trabalhadores da agricultura e pedreiros entre as ocupações mais notificadas. Verificou-se ainda aumento dos transtornos mentais relacionados ao trabalho e fragilidades no preenchimento de algumas variáveis. </span><strong>Conclusão:</strong><span style="font-weight: 400;"> Os resultados evidenciam o fortalecimento das ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador no estado e apontam a necessidade de qualificação contínua da rede notificadora, ampliação das ações preventivas e fortalecimento das estratégias de promoção e proteção da saúde dos trabalhadores.</span></p>Amanda Lisboa de AraújoKarylane Raissa de Oliveira Pessoa AraújoFernanda de Medeiros Fernandes DantasKarla Maria Falcão Lima
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2026-10-192026-10-1951e000230e000230A IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NA FORMAÇÃO DOS GESTORES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO BRASIL
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<p>A qualificação profissional dos gestores da Atenção Primária à Saúde no Brasil é fundamental para o fortalecimento do sistema público de saúde, especialmente diante dos desafios relacionados à organização dos serviços e à garantia de uma assistência integral e resolutiva. O presente estudo tem como objetivo analisar, à luz da produção científica recente, a importância da integração entre teoria e prática na formação dos gestores da Atenção Primária à Saúde, identificando desafios, potencialidades e estratégias que contribuam para o aprimoramento da gestão em saúde. Trata-se de uma revisão integrativa qualitativa, realizada nas bases de dados Scientific Electronic Library Online, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, com recorte temporal de 2019 a 2023. A busca foi orientada por descritores controlados definidos com base nos Descritores em Ciências da Saúde, combinados por meio do operador booleano AND. A seleção dos estudos seguiu critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos, e a análise foi conduzida por meio da Análise de Conteúdo na perspectiva da Análise Temática. Os resultados indicam que a integração entre teoria e prática representa um desafio persistente, uma vez que muitos gestores encontram dificuldades para aplicar os conhecimentos teóricos no cotidiano dos serviços. Estratégias como a Educação Permanente em Saúde e o uso de metodologias ativas contribuem para aproximar o saber científico da prática profissional, promovendo uma formação mais crítica, reflexiva e contextualizada. Conclui-se que o investimento em processos formativos abrangentes e articulados ao contexto dos serviços é fundamental para elevar a qualidade da gestão na Atenção Primária.</p> <p><strong> </strong></p> <p> </p>Waldeise PereiraHavilla PaivaAdrielly CostaSheila Teodosio
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2026-09-142026-09-1451e000231e000231O VER-SUS COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CRÍTICA E HUMANIZADA EM SAÚDE
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<p>Desde sua criação, o Sistema Único de Saúde (SUS) estabeleceu como diretriz a formação e qualificação contínua dos profissionais da área da saúde. Nesse contexto, foi instituída a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), fundamentada na aprendizagem significativa e na problematização do cotidiano de trabalho como estratégias de transformação das práticas em saúde. Apesar de sua relevância, a implementação da PNEPS ainda enfrenta desafios relacionados à gestão e à articulação entre ensino e serviço. O campo da Saúde Coletiva tem contribuído para o fortalecimento dessa política, destacando a integração ensino-serviço como caminho essencial para alinhar a formação profissional às demandas reais da população. Entre as iniciativas que concretizam essa proposta, destaca-se o Projeto de Vivências e Estágios na Realidade do SUS (VER-SUS), desenvolvido em parceria com a Rede Unida, que proporciona a estudantes experiências imersivas nos serviços de saúde, promovendo a Educação Interprofissional e o trabalho colaborativo. No Rio Grande do Norte, o VER-SUS integra a Rede Potiguar de Educação Permanente em Saúde, com o apoio da Escola de Saúde Pública do estado, e tem sido realizado em municípios polos, como Santa Cruz. A edição mais recente abordou o tema da Equidade, orientando-se pelo reconhecimento das diversidades e dos determinantes sociais da saúde — como moradia, trabalho, renda, educação e lazer —, reafirmando o compromisso do SUS com a justiça social e o cuidado integral.</p>Edinara De OliveiraCarla FreireTaíssa SilvaJessyca RochaAlicia SilvaLuciana Medeiros
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2026-09-142026-09-1451e000220e000220A ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA COMO DISPOSITIVO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE NO SUS
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<p><span style="font-weight: 400;">Objetivo: relatar e analisar a experiência da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte como “escola viva” do Sistema Único de Saúde e dispositivo de Educação Permanente em Saúde. Metodologia: trata-se de um relato de experiência, de natureza qualitativa, fundamentado na sistematização crítica das práticas institucionais desenvolvidas pela Escola no período de 2021 a 2025, à luz dos referenciais da Educação Permanente em Saúde e da Educação Popular em Saúde. Resultados: a experiência evidencia que a instituição se configura como espaço pedagógico vivo ao articular formação, trabalho, comunicação, produção do conhecimento e extensão, por meio de estratégias formativas diversificadas, ações comunicacionais, projetos extensionistas e integração ensino-serviço-comunidade. Conclusão: a Escola de Saúde Pública consolida-se como dispositivo estratégico de EPS ao promover processos educativos contextualizados, participativos e transformadores, contribuindo para a qualificação das práticas em saúde e para o fortalecimento do SUS no âmbito estadual.</span></p>Maria de Lima AlvesMárcia Cunha da Silva PellenseFlávia Andrea Belarmino de MedeirosMarianne Silva de AzevedoJacyane Melo de Oliveira SantosLucas Martorelli Gondim Luz Hugo Cesar Novais MotaAlexandar de Brito BarbosaDalvaci SenaCláudia Melo
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2026-09-212026-09-2151e000234e000234