https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/issue/feed Revista Diálogos em Saúde Pública 2025-12-11T13:32:40+00:00 Núcleo de Inovação, Pesquisa e Extensão - NIPE ESPRN dialogosesprn@gmail.com Open Journal Systems <p><span style="font-weight: 400;">A <strong>Revista Diálogos em Saúde Pública</strong> (RDSP), ISSN 2965-0518, é a Revista da <strong>Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Norte</strong>, que tem por finalidade a publicação de artigos em Saúde Pública e em Educação nas áreas de interesse para o Sistema Único de Saúde (SUS). </span></p> https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/197 Preceptoria e sua implicação nos processos formativos das residências em saúde 2025-06-16T13:48:08+00:00 Vanessa Barrêto vnssdias@hotmail.com <p><strong>Introdução:</strong> Trata-se de uma produção decorrente do Programa de Especialização em Gestão de Residências em Saúde, realizada num hospital público do interior do Rio Grande do Norte. <strong>Objetivo:</strong> Relatar a experiência na construção de proposta de intervenção de qualificação da preceptoria nos processos formativos em saúde, especialmente, naqueles relacionados aos Programas de Residência em Saúde. <strong>Metodologia:</strong> A partir da análise situacional decorrente de experiências profissionais anteriores relacionadas à atividade de preceptoria, buscou-se evidenciar as fragilidades nos processos formativos, especialmente, no que tange à preceptoria. Essas percepções foram ampliadas após o início da aplicação das microintervenção, com início a partir do mês de junho de 2024, durando até novembro do mesmo ano, num total de 5 atividades. <strong>Resultados:</strong> As microintervenções permitiram a criação do Coletivo de Educação Permanente que, a partir do Planejamento Estratégico Situacional, possibilitou a identificação dos nós críticos principais relacionados às atividades de preceptoria. Além disso, foram propostas estratégias de fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem relacionadas à Educação Permanente em Saúde, através de colaboração entre os serviços e as Instituições de Ensino Superior. <strong>Considerações finais:</strong> Este texto constata aspectos da formação relacionada aos Programas de Residência em Saúde, especialmente da preceptoria, de modo a estimular subsídios para maior discussão sobre essa modalidade de formação profissional e seu reflexo nos serviços do SUS.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>&nbsp;Preceptoria; Saúde; Internato e Residência; Educação Continuada.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/191 Gestão de Programas de Residências em Saúde no Rio Grande do Norte 2025-06-23T16:38:03+00:00 Herika Davi herikafreire@gmail.com Emanuela Davi emanuelafreiredavi@gmail.com <p><strong>Introdução</strong>: Os programas de residência em saúde no Brasil desempenham um papel estratégico na formação de profissionais capacitados para atender às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino, serviço e comunidade. <strong>Objetivos</strong>: Relatar a experiência sobre os processos administrativos envolvidos na gestão dos programas de residência em saúde de um município no estado do Rio Grande do Norte. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de um relato de experiência, por meio de microintervenções pedagógicas realizadas em 2024. Foram identificados avanços, impasses e dificuldades, incluindo carências estruturais, resistência à interprofissionalidade, além de desafios na saúde mental e na atenção à população LGBTQIA+. <strong>Resultados</strong>: As microintervenções evidenciaram demandas como o aprimoramento dos fluxos entre atenção básica e especializada, a integração das práticas de saúde mental e o fortalecimento do controle social. Destacaram-se boas práticas, como a implantação do prontuário eletrônico e a atuação da Comissão de Residências Multiprofissionais (COREMU<strong>)</strong> para o alinhamento das ações. A construção de um coletivo de Educação Permanente e a elaboração de uma minuta para a Política Municipal de Educação Permanente em Saúde foram iniciativas-chave para enfrentar esses desafios. <strong>Conclusão</strong>: Conclui-se que, apesar dos desafios, os programas de residência têm um grande potencial transformador no contexto das Unidades Básicas de Saúde, desde que sejam sustentados por uma gestão participativa, infraestrutura adequada e o compromisso dos atores envolvidos. A implementação efetiva das diretrizes do <strong>SUS</strong> e o incentivo a inovações pedagógicas e sociais podem promover avanços significativos na qualidade da atenção à saúde.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/201 Desafios para a Educação Permanente em Saúde 2025-07-28T11:20:08+00:00 Natália Félix nataliaamorim@uern.br Ana Freitas beatrizfreitasenfer@gmail.com <p>Introdução: A educação permanente em saúde constitui uma estratégia essencial para transformar práticas profissionais e fortalecer a integração entre ensino e serviço, especialmente no contexto das residências multiprofissionais em saúde. &nbsp;Este trabalho tem como objetivo relatar uma ação educativa promovida com residentes multiprofissionais em saúde, destacando sua contribuição para a identificação e superação de desafios no cotidiano profissional. Método: Relato de experiência vivenciado por especializando da pós graduação em gestão de programas de residências em saúde com alunos de uma Residência Multiprofissional em Saúde a partir da promoção de uma ação para levantamento dos desafios identificados no cotidiano do trabalho no programa de residência no estado do Rio Grande do Norte. Resultados: A ação promoveu a reflexão crítica sobre o trabalho do residente no dia a dia, identificando as principais necessidades de saúde da população, território, concepções de saúde e doença, trazendo com grande significância o desafio do cuidado em saúde mental, às populações vulneráveis e o acompanhamento dos usuários e família em busca do desenvolvimento de projeto terapêutico singular e um olhar integral para o indivíduo.&nbsp; Conclusão: A execução desta ação proporcionou a reflexão do grupo de residentes sobre a sua prática, identificando os desafios que existem e que podem ser trabalhados à luz da educação permanente em saúde fomentando reflexões sobre as práticas cotidianas, a superação de desafios e a troca de experiências interprofissionais, contribuindo para a qualificação da assistência prestada e a formação de residentes.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/194 O Planejamento Estratégico Situacional como ferramenta de gestão nos cursos de Residência em Saúde 2025-06-23T16:39:07+00:00 Regilene Portela regileneportela@uern.br Vanessa Barrêto vnssdias@hotmail.com Raquel Medeiros raquel.smedeiros@hotmail.com Keila Nascimento keilaksn@gmail.com Dulcian Sousa dulcianmedeiros@uern.br Maura Sobreira maurasobreira@uern.br <p><strong>Introdução:</strong> O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é uma ferramenta utilizada para gestão em diversos setores, possuindo boa aplicabilidade. Os Programas de Residências em Saúde é uma modalidade de especialização importante para a formação no SUS, para o seu funcionamento é necessário planejamento que contemple a resolução dos problemas que vão surgindo no processo de formação. <strong>Objetivos:</strong> Apresentar um relato de experiência sobre o uso do Planejamento, como ferramenta de gestão em Programas de Residência em Saúde. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um Relato de Experiência de caráter qualitativo e exploratório de atividades chamadas de Microintervenção, propostas como atividades de um curso de Especialização. O grupo de cinco alunos formou um coletivo com outros representantes de residências para desenvolverem algumas atividades com base no PES<strong>. Resultados:</strong> O problema elencado como sendo mais importante para o coletivo foi “Dificuldade na integração/comunicação entre os serviços e instituições de ensino”, os nós críticos relacionados a esse problema foram relacionados a incompreensão da gestão dos serviços de saúde e dos preceptores sobre seus papeis dentro do Programa, além da desarticulação que existia entre os serviços e as instituições de ensino<strong>. Conclusão:</strong> O PES mostrou-se eficaz como método de gestão das residências em saúde, pois ajudou a compreender os problemas na visão dos atores, de forma clara e objetiva, apontando os nós críticos que podem ajudar no desenvolvimento dos processos pedagógicos, tomada de decisão, liderança e de gestão que são necessários.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/202 VER-SUS em terras potiguares 2025-09-03T11:06:22+00:00 Lavínia Lopes lavinia.viana@ufrn.br Larissa Melo larissa.grace.serafim@ufrn.br Dândara Dantas dandara.dantas@ufrn.br <p>O presente artigo tem por objetivo apresentar as vivências do VER-SUS Equidade, na cidade de Natal/RN, a partir do olhar de facilitadoras do projeto. As vivências envolveram o grupo indígena Warao, a comunidade Mendonça do Amarelão, o Museu Câmara Cascudo, o Ambulatório Transexual e Travesti (Ambulatório TT) e o Centro de Referência da Mulher Elizabeth Nasser (CREN). Nas vivências envolvendo os povos originários (grupo indígena Warao, comunidade Mendonça do Amarelão e Museu Câmara Cascudo), percebeu-se a necessidade de uma compreensão crítica sobre a história dessa população, reflexões sobre os efeitos da colonização na construção das desigualdades atuais e construção de políticas públicas que respeitem a diversidade cultural, territorial e as especificidades das populações indígenas. O Ambulatório TT, uma conquista, aponta para a importância dos movimentos sociais para a garantia de direitos da população LGBTQIAPN+, mas também para iniquidades sofridas por pessoas trans e travestis, como o acesso aos serviços, as barreiras para inserção no mercado de trabalho, o respeito ao nome social e o cuidado em saúde mental. No CREN, a experiência permitiu refletir sobre as interfaces entre saúde, direitos e justiça social, além de destacar a importância de uma formação profissional sensível às múltiplas expressões da violência contra a mulher e à construção de redes de cuidado intersetoriais. A partir das vivências proporcionadas pelo VER-SUS Equidade, reafirmou-se o papel transformador da formação em saúde pautada pela integração entre ensino, serviço e comunidade, ampliando a consciência crítica e sanitária dos estudantes e fortalecendo seu compromisso ético-político com a transformação social.</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/219 VER-SUS 2025-12-11T13:32:40+00:00 Ananda Câmara anandabragajor@gmail.com <p>Entrevista com a Subcoordenadora de Gestão da Educação na Saúde da SESAP, Ranielly Santos, sobre as vivências do VER-SUS 2025. O projeto mobiliza estudantes de diversas regiões do Rio Grande do Norte, aproximando-os da realidade cotidiana dos serviços e fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade. </p> 2025-12-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/203 Doenças neuroinvasivas por arbovírus no Rio Grande do Norte 2025-09-12T18:12:27+00:00 Maiara Carvalho maiara03carvalho@gmail.com Jadson Araújo jadsonraphae2016l@gmail.com Cintia Higashi cintia.saudern@gmail.com Raíssa Emanuely Costa Cândido raissaemanuely.rsc@gmail.com <p><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Descrever o perfil epidemiológico e laboratorial dos casos notificados de doenças neuroinvasivas por arbovírus no estado do Rio Grande do Norte, evidenciando a elevada heterogeneidade etiológica e os desafios quanto à complexidade diagnóstica dos quadros. </span><strong>Método: </strong><span style="font-weight: 400;">Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, com base em dados secundários provenientes de sistemas de vigilância. Foram analisadas variáveis clínicas e laboratoriais, com foco na positividade por tipo de amostra, técnica diagnóstica e agente etiológico. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">Verificou-se aumento nas notificações em 2025, com maior incidência entre menores de 15 anos e adultos jovens. As manifestações clínicas incluíram sinais neurológicos e sistêmicos. No campo laboratorial, observou-se uma elevada heterogeneidade etiológica, com destaque para arbovírus urbanos como Dengue e Chikungunya, além da presença marcante de vírus como Herpes Vírus e Citomegalovírus, inclusive em crianças menores de 15 anos. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">A diversidade dos agentes detectados evidencia a circulação simultânea de arbovírus, vírus respiratórios e outros vírus neurotrópicos. Tais achados reforçam a necessidade de ampliar os painéis diagnósticos, padronizar os fluxos de vigilância e adotar estratégias interdisciplinares para investigação e encerramento dos casos de doença neuroinvasiva por arbovírus.</span></p> 2025-11-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública https://revistadialogos.saude.rn.gov.br/index.php/EPS/article/view/214 Educação Permanente em Saúde 2025-10-27T11:06:06+00:00 Lucas Luz lucasmartorelliluz@gmail.com <p>Nesta edição da revista, convidamos nossos leitores a refletirem sobre um tema central para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde: a Educação Permanente em Saúde. Em um cenário de constantes transformações sociais, tecnológicas e epidemiológicas, o aprendizado contínuo é indispensável para a qualificação das ações e serviços, bem como para o empoderamento dos trabalhadores e a ampliação da cidadania em saúde.</p> <p>Os trabalhos apresentados nesta edição trazem diferentes perspectivas sobre essa temática, abordando tópicos diversos, como: a preceptoria em saúde, que atribui ao preceptor o papel de mediador do conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento técnico, ético e político dos futuros profissionais no âmbito dos estágios, das residências e da atenção básica; os programas de residência, que proporcionam vivências interdisciplinares, fortalecem a atuação multiprofissional e promovem a construção de práticas inovadoras no cuidado, na gestão e na educação em saúde; e iniciativas como o programa Vivências e Estágios na Realidade do SUS – VER-SUS Potiguar, que reafirma o compromisso com a formação crítica e humanizada de estudantes e profissionais, ao possibilitar a imersão direta nas realidades locais, estimulando um olhar sensível sobre o território e fortalecendo valores como solidariedade, trabalho em equipe e compromisso com a defesa do SUS.</p> <p>Apesar das experiências exitosas e dos caminhos já construídos, ainda é necessário planejar ações para contornar os desafios constantemente impostos ao desenvolvimento da educação permanente no SUS — entre eles, o financiamento insuficiente, a fragmentação das políticas de formação, a sobrecarga de trabalho das equipes e a necessidade de reconhecimento institucional das práticas educativas. Superar esses desafios exige compromisso político, gestão participativa e, sobretudo, a compreensão de que a educação permanente não é um evento, mas um processo contínuo, coletivo e transformador.</p> <p>Dessa maneira, a equipe da Revista Diálogos em Saúde Pública, reafirma sua missão de contribuir para a construção, o debate e a disseminação do conhecimento comprometido com a equidade, a integralidade e a defesa do SUS. Que esta edição possa inspirar novos caminhos e fortalecer os laços entre ensino, pesquisa, gestão e prática.</p> <p>Desejamos uma ótima leitura a todos!</p> <p>&nbsp;</p> <p>Lucas Luz<br>Editor Científico</p> 2025-10-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista Diálogos em Saúde Pública